12 de dezembro de 2008
[Lista 1]
Gosto…
Gosto da sensação da botija de água quente nos meus pés gelados
Gosto de tomar banho
Gosto de dormir com a cabeça debaixo dos cobertores
Gosto de tomar chã [na FNAC] [dentro do carro em S. Pedro de Rates] [em casa à noite]
Gosto de me deitar cedo
Gosto de me levantar cedo
Gosto de dormir oito horas
Gosto de tomar o pequeno-almoço, ao domingo de manhã, nos Moinhos
Gosto de uma vida pacata
Gosto de Paz
Gosto de Comboios
Gosto de sonhar
Gosto de surpresas
Gosto de rir
Gosto que me mexam no cabelo
Gosto das coisas organizadas
Gosto de agendas
Gosto de papel
Gosto de Livros, cadernos, caderninhos
Gosto de Pinheiros Mansos
Gosto de ter as unhas arranjadas
Gosto de sopa
Gosto do som da chuva
Gosto do frio
Gosto de me passear
Gosto de abreijos
Gosto de poesia
Gosto de broa
Gosto de dizer “Quarto-de-banho” “barregar” “engalhar” “intulir” …
Gosto de parar o tempo
Gosto de agradecer
Gosto do silêncio
Gosto do Lugar do Outeiro
Gosto do céu estrelado e da Lua cheia
Gosto de ter tempo…
Gosto das ruas ao fim da tarde
Gosto de viver
Gosto de gostar
…[e mais]…
11 de dezembro de 2008
Voodoo Girl
Her skin is white cloth,
and she's all sewn apart
and she has many colored pins
sticking out of her heart.
She has many different zombies
who are deeply in her trance.
But she knows she has a curse on her,
the pins stick farther in.

Tim Burton
10 de dezembro de 2008
9 de dezembro de 2008
9 de Dezembro de 2007
eu disse que sim...mas, na verdade, conhecia muito pouco...
da pesquisa na Internet [que efectuei para acalmar a ignorância que tinha em relação ao grupo] ficou a letra e a música de...
IN A MATTER OF SPEAKING
Depois o braço que ousou pousar no meu ombro
as costas que se encostaram no teu peito
e as mãos que se ataram para ouvir Nouvelle Vague
e, mais tarde, já dia 9, o beijo, o primeiro de muitos...
it's a pity that we don't remember :D :D :D
deve ter sido da emoção :D :D
4 de dezembro de 2008
Era uma vez um homem que era semita e tocava piano

Como vingança à revolta de Varsóvia, Hitler ordenou a destruição total da cidade…
Quando a guerra terminou a Cidade era apenas um aglomerado de escombros.
Após a guerra Szpilman seguiu a sua carreira brilhante.
Morreu em Varsóvia a 6 de Julho de 2000.
Aqui fica a sugestão do filme “O pianista” para o fim de semana prolongado que se avizinha… Um filme que incomoda bastante, mas que é também uma lição de vida.
2 de dezembro de 2008
[descrição perfeita do] Dia de Natal [do poeta António Gedeão]
Durante uma pesquisa na net, encontrei este poema de António Gedeão sobre o Dia de Natal.
Partilho-o convosco, porque senti, novamente e surpreendemente, [esta época é propícia a pesos de consciência] a mente a despertar...
O poeta é isso mesmo, o despertador das mentes...
"Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas."
De António Gedeão [a quem agradeço o despertar da mente]
26 de novembro de 2008
um poema que te recorde no dia em partiste [Mário Cesariny]
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Mário Cesariny
O dia em que o surrealismo ficou mais pobre

"Eu acho que se se é surrealista, não é porque se pinta uma ave, ou um porco de pernas para o ar. É-se surrealista porque se é surrealista!".
Mário Cesariny doou a Famalicão toda a sua biblioteca, assim como pinturas e desenhos, num total entre 1300 a 1500 obras. Vale a pena uma visita à fundação Cupertino de Miranda para apreciar o seu trabalho.
"Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.
É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das caras e dos dias.
Tu és melhor -- muito melhor!--
Do que tu. Não digas nada. Sê
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê".
24 de novembro de 2008
Coisas da vida

A água realmente entra em ebulição aos 100ºC a uma altitude baixa. No entanto, em locais muito elevados esse fenómeno ocorre a uma temperatura inferior, por exemplo, no Evereste a água entra em ebulição aos 72ºC. E porque é que isto acontece?
Bem... então sentem-se que eu passo a explicar...
Era uma vez um senhor que vivia nas montanhas... Eh eh... já vos estava a assustar, não é nada disso...
Este fenómeno acontece porque em regiões altas a pressão atmosférica é menor. Se a pressão atmosférica for menor, as moléculas do liquido entrarão em "agitação" a uma temperatura inferior. Quanto mais alto se sobe, menor será a temperatura de ebulição. A proporção é de uma diminuição de 3ºC por cada quilómetro de altitude. Sabendo que o Evereste está a cerca de 8,5 quilómetros de altitude, podemos fazer umas contas: 8,5x3=25.5; então, retirando aos 100ºC de temperatura de ebulição [ao nível do mar] os 25.5ºC [3ºC por cada quilómetro de altitude], podemos concluir que a água no Evereste entra em ebulição aos 74,5ºC, aproximadamente. [Já sei que estão a dizer:" Ah, mas tu disseste no início que era aos 72ºC... eu sei, mas também o Evereste não está a 8,5 quilómetros exactos. Além do mais, não acham que estão e exigir demasiado de mim? :P Confiem, até porque anda lá perto]
Ainda mais engraçado seria o acto de preparar um chá em pleno Evereste [aceitam-se voluntários]. Apesar de a água entrar em ebulição mais facilmente, há um aspecto negativo nessa questão. Preparar o chá em recipientes abertos é bem mais difícil, além de não ter o mesmo gosto. Cozinhar também seria complicado porque é muito mais demorada a preparação dos alimentos.
No livro Sete Anos no Tibete, Heinrich Harrer relata a sua fuga do campo de prisioneiros Inglês na Índia [feito prisioneiro com o eclodir da Segunda Guerra Mundial, devido à Índia ser uma colónia Britânica e Heinrich ser de nacionalidade austríaca, logo, inimigo dos Aliados] para Lassa [a capital do Tibete, na altura independente], e refere o facto de beber qualquer coisa gordurosa em ebulição sem se queimar...
Aqui está a justificação :)
Em memória de Farokh Bommi Bulsara
