6 de novembro de 2008

[e já agora] SURPREENDE-ME

Vá lá...

[preciso de]
um ar incrédulo
uma lágrima no olho
um suspiro
um instante mágico, descabido e emocionante
uma mão que agarre a minha sem eu contar
um bilhete na minha bolsa [a desejar um bom dia]
uma estrela do céu ou do mar [não sou esquisita]
uma onda do mar ou do céu [eu sei sonhar]
um abraço cheio de energia [energia positiva e renovável]

[porque eu quero]
sorrir [como antigamente]
SONHAR
agradecer
dar um beijo em cada sarda do teu rosto
e adormecer no teu ombro

A arte de ser grande [ensinem-me]

Porque eu tenho motivos maiores do que a minha força [ e tenho um motivo maior: a inocente felicidade infantil]

e cobardias maiores do que as minhas mãos

conheço o tamanho da minha pequena coragem [não sou capaz]

há uma euforia [cancerosa] que circula no meu sangue

sinto turbilhões dentro dos nós na garganta [paz, por favor]

e movimento-me com as pernas paralisadas pelo medo

[eu sei]
eu não sei ser grande...

5 de novembro de 2008

[cá dentro] a confusão...


4 de novembro de 2008

Aqui vamos nós...

[Há-de chegar o dia...nós em Paris de França :D]

3 de novembro de 2008

[d]o Amor

[tomar um chã quentinho nas folhas amarelas do jardim da cidade]

ainda há quem nos faça sonhar...
quem nos faça sentar no banco do jardim
quem nos aqueça a alma só de ouvir contar...

Assim é o amor...uma eterna e constante surpresa...

[também quero tomar um chã quente, debaixo das árvores amarelas do Gerês, na tua companhia]

30 de outubro de 2008

Hoje há tantos motivos para escrever

]tantos como as gotas da chuva[

[vou desligar a Internet]

Ainda escrevo o que não sinto nem sou

[a tristeza é um motivo ingrato]


e amanhã é outro dia...

da magia...

antigamente, eu tinha dias tristes
[dias tristes que não pesavam]

porque eu inventava os dias tristes

[apenas para esvaziar-me das lágrimas]

tinha dias tristes
[inventados?eu sei lá!] que eram assaltados
[e transformados em magia]

vocês roubavam-me o peso dos dias tristes...
[hoje já não há quem queira os meus dias tristes]

alguém, por favor, que me roube
o peso dos dias tristes...

[que me deixe os dias tristes, que me liberte do seu peso]


[ainda assim escrevo...sinto a vossa falta, minhas babes mágicas]

Vamos voltar aos tempos antigos...
voltar a transformar em estrelas cadentes as tristezas dos nossos dias
Vamos?

[sadness]

[Picasso]
retrato do dia em mim...
...and all this solitude

27 de outubro de 2008

no banco do comboio


Vejo a paisagem deslizar pela janela
Sempre gostei de viajar de comboio
Das vidas agitadas que se cruzam com as vidas relaxadas
Da mistura entre estilos de vida.
Lá fora observo ao longe um agricultor alheio a isto
Apenas desejoso de terminar mais um dia de trabalho e aguardando uma boa colheita.
Mais uma estação…
Mais pessoas…
Mais despedidas.
O pedinte que estende a mão, mas sem qualquer proveito.
Volta a arrancar o comboio,
Alguém teima em colocar a mala retalhada nos compartimentos por cima dos bancos
Esmurrando a mala… esmurrando uma parte de si
A mala desleixada não condiz com a sua figura bem cuidada.
Felizmente a mala entrou…
De novo a toda a velocidade cruzamos estradas, vales, aldeias…
O sono apodera-se de mim, tento resistir-lhe mas não sou suficientemente forte…
Fecho os olhos…
Adormeço…

Os meus pés gelados


Os meus pés gelados


acolhem [sem ressentimentos] a estação fria [lá fora]


os meus pés gelados

prometem-me o calor de um chã, uma noite que não aquece, uma botija de água quente, três pares de meias...[e o peso esquisito de uma velhice que não tenho, mas que corre, muuuiiiiitttoooo lentamente, no meu sangue]

os meu pés gelados


pedem os teus pés junto aos meus [com quatro pares de meias e ainda mais gelados]

os meus pés gelados
não se queixam do frio da estação vizinha

os meus pés gelados
procuram-te
esperam-te
e querem ficar no calor dos teus


Lembras-te dos nossos pés nas havaianas?



Morenos, quentes e cheios de Verão
[Juntos]