26 de outubro de 2010
O teu dia
Tu bem sabes o quanto eu gostaria de ter o dom de palavrear bonito para te poder presentear com uma bela e merecida dedicatória neste humilde e abandonado estaminé. Acontece que ando com as costas voltadas à fantasia das palavras. Enfim, ando a perder competências oníricas. Só um ínfimo conjunto de personagens da minha vida merecem este meu esforço em escrever bonito. E tu és uma delas! (não te entusiasmes, eu disse esforço em escrever bonito. escrever, de facto, bonito é outra história e, como te disse estou descompensada :D)
Oh,deixemo-nos de poesias, tu sabes o que o meu coração te quer dizer, não sabes? Afinal não são só as palavras que traduzem os sentimentos, certo? Eu estou aqui, longe e ausente fisicamente, mas perto de ti, sempre. Tão perto que a data do teu aniversário está gravada para sempre na minha cada vez mais débil memória. Não precisei de aceder aos teus perfis nas redes sociais para saber que hoje é o teu dia. A distância pode sempre ser combatida enquanto houver telemóvel e internet (embora eu esteja interdita de aceder às redes sociais :D). Enquanto houver amizade e carinho tu estarás sempre na minha memória e no meu coração e este dia jamais será esquecido :)
28 de setembro de 2010
30 de agosto de 2010
29 de julho de 2010
7 de julho de 2010
Carta de (des)motivação
Aqui vai ela e, vah, sejam honestos e digam lá se sou ou não uma grande besta com a mania da honestidade (O Rogério diz que sou seleccionada, honestidade ou não, o que a instituição quer é gente a pagar propinas, o que, trocando por miúdos, significa o salário no final do mês para as vivalmas que lá trabalham).
Eis a dita cuja:
"Com a introdução dos princípios do Tratado de Bolonha no Ensino Superior português, a prossecução dos estudos conducentes ao grau de Mestre é já, não tanto um desejo, mas uma imposição para quem não quer ver defraudados, do ponto de vista profissional, cinco anos de estudos universitários, que culminaram, somente, numa Licenciatura. “Aprender ao longo da vida” é o lema daqueles que não querem, obviamente, ficar ultrapassados. E eu não quero ficar para trás. Necessitava, contudo, do meu ponto de vista, de mais tempo para amadurecer a minha vocação. No entanto, os tempos correm e o “tempo de maturação” escassa e aos 25 anos sinto que não podia adiar esta decisão. Quando procurei a oferta de mestrados em território nacional, sobretudo, na região norte, fi-lo com o intuito de me inscrever num mestrado que me desse mais hipóteses de empregabilidade e continuidade nas funções que exerço actualmente. Os tempos estão difíceis e cada vez mais ficámos impossibilitados de lutar e sonhar pelo que realmente nos dá gozo e felicidade. Apesar de considerar que o Mestrado em Gerontologia Social é bastante promissor do ponto de vista da empregabilidade, sei também que o trabalho realizado nesta área, sobretudo nas IPSS's, é na generalidade mal remunerado. Obviamente, para mim, que constituí família recentemente, o rendimento familiar no final do mês tem um peso efectivo. Por isso, é com honestidade que digo a Vossas Excelências, que a decisão de me inscrever neste Mestrado não foi pacífica, porque obviamente pesa no meu futuro. Se me inscrevi somente neste mestrado, posso-vos assegurar, fi-lo do coração. É uma área do conhecimento que me cativa e me entusiasma. Se tiver em conta que 80% do nosso tempo é dedicado ao trabalho, esta decisão só podia ser motivada pelo o meu coração. Não tenho a menor dúvida que serei uma excelente aluna e, se me derem a oportunidade no futuro, uma boa profissional na área. Realizei o meu estágio curricular num Centro de Dia e desenvolvi um projecto de intervenção comunitária na área do envelhecimento activo que me deu bastante gozo. Tive, também, a sorte de encontrar trabalho logo após a conclusão da licenciatura numa empresa de prestação de serviços na área da geriatria, onde pude desenvolver bastantes projectos na área do envelhecimento, inclusive, a implementação de uma Universidade Sénior no concelho de Barcelos. No mesmo período, desenvolvi e implementei sessões de estimulação cognitiva com os idosos residentes de um Lar de Terceira Idade. Todo este trabalho, possibilitou-me o convite para a participação numa palestra, enquanto oradora, numa escola secundária do concelho acerca da estimulação cognitiva na Terceira Idade.
Tenho, penso eu, a experiência profissional suficiente, embora quisesse adquirir mais experiência, para perceber se é esta a área em que devo apostar e, sobretudo, se é uma área que me fará sentir realizada e feliz do ponto de vista profissional. E eu sei que é. Portanto, e para finalizar, o que realmente me motivou para apresentar candidatura a este mestrado foi a oportunidade de trabalhar na área da gerontologia, com conhecimentos renovados e mais bem preparada, e, sobretudo, a vontade de tentar a sorte e apostar numa área que me faz sentir realizada e feliz."
25 de junho de 2010
Avô
embora não sinta a urgência de erguer as saudades que sinto de ti como uma bandeira para que todos a possam ver, o facto é que ela sempre existirá. e será sempre a saudade de uma neta. de uma neta, nem sempre presente, mas sempre acarinhada por ti. aliás, como todos os teus netos e toda a tua família. a família sempre foi o teu estandarte, o teu objectivo máximo de vida. e, deixa-me dizer-te, avô, fizeste um bom trabalho! poucas foram as vezes que visitei a tua campa. e, honestamente, não sinto muita necessidade de o fazer. não foi lá que te deixei e sei que não é lá que encontrarei as memórias mais queridas que guardei de ti. sei que, pelo jeito com que sempre admiraste a minha facilidade com as letras (especialmente, por causa daquele poema que escrevi para a minha mãe, ainda na escola primária, e que a D. Fátima te mostrou), esperas de mim, estejas onde estiveres (e eu acredito que estás onde a tua fé te levou), a devida homenagem poeticamente palavreada (a verdade, avô, é que ando a perder competências poéticas). devo-te essa desde sempre. ainda vivo, já te devia essa. mas, sabes como é avô, a gente nem sempre arranja a coragem, o tempo e a abertura de espírito para dizer às pessoas que nos rodeiam e que amamos, o quanto elas são importantes na nossa vida. e contigo, falhei. devia-te este "obrigada!" em vida, mas só to posso dizer agora. eu sei que, pela fé que sempre me testemunhaste, me estás a ouvir agora. sei que fui fisicamente ausente, quando ainda eras vivo. a vida fez com que nem sempre pudesse estar ao teu lado. não me arrependo. afinal, mais do que ninguém, foste tu quem me ensinou a ter ambições e a lutar. e foi o que fiz e ainda faço.
o poema (a melhor homenagem que te poderei fazer) que já é teu, mesmo antes de nascer, chegará um dia. o dia em que a recordação de ti trará apenas sorrisos rasgados e memórias brilhantes. por agora, avô, a saudade ainda traz o nó na garganta e os olhos humedecidos. tu mereces que a gente saiba rasgar um sorriso sempre que falarmos de ti a alguém. por isso, o poema chegará, para ti, com o meu melhor sorriso. prometo.
14 de junho de 2010
Tenham medo....
Este post é dedicado à paciência que a minha querida esposa terá que ter no próximo mês...
A lua de mel já trazia "água no bico"... Das cidades quevisitámos, uma foi onde se iniciou a volta à Itália 2010 e outra é onde se inicia a volta a França 2010.
Durante o próximo mês não estou para ninguém enquanto estiver a dar a volta a França.
31 de maio de 2010
Apresentação

É com muito gosto que vos apresentamos o nosso novo meio de transporte... Apesar de muita relutância por parte das nossas famílias, achamos que seria uma maneira ideal e económica de fazer a nossa viagem para o trabalho...
Como diria alguém..... "Ó coisa mai linda...."
É uma Peugeot Sum Up 125... mas ainda não a baptizamos, por isso, aceitamos sugestões :)
13 de maio de 2010
Novas Oportunidades
Já li muitas histórias de vida! Já chorei a rir com as trapalhadas e baboseiras que escrevem e até já me emocionei com trajectos de vida absolutamente inacreditáveis! Já tive adultos a mencionar no seu Portefólio "que iniciaram o amor aos 15 anos", que "têm um primo audiovisual!" (o primo era cego!) ou que o marido a deixou porque "não era bonita de pernas"! Posto isto, já devem perceber que a leitura de uma história de vida pode ser uma verdadeira animação!E pode ter tanto de animadora, como de desconcertante. Já li histórias de vida de pessoas que passaram martírios, violência doméstica, a morte do filho e do marido num curto espaço de tempo, a luta contra a doença, a pobreza, a exclusão...é neste momentos que, sabendo o quão novos são (muitos deles ainda na casa dos trinta) e tudo porque já passaram, chego até a ter um certo orgulho neles, como se dos meus se tratassem. A gente ganha-lhes apreço, eu diria até um certo carinho. Começamos a perceber que de facto merecem esta oportunidade!E, vejam só, para além de a merecerem só porque se revelam verdadeiros heróis e heroínas (sim, porque ele há histórias dignas de um filme de Hollywood), têm muitas capacidades!
De facto, por muitas qualificações que tenhamos, a melhor educadora é e, creio eu será sempre, a própria vida!A vida terá sempre mais a ensinar-nos, ensinamentos que nenhum livro alguma vez poderá compilar!
30 de abril de 2010
T1
Ele é o vizinho do quarto andar que se lembra de sacudir a toalha do jantar com grãos de arroz e migalhas de pão em quantidades excessivamente elevadas. Aqui a miss apanhou com os detritos na mioleira enquanto apanhava a roupa do estendal. O marido lá foi falar, todo indignado, com o homem, que alegou que também tinha muito cabelo alheio na sua varanda, e, que por isso, se sentia no direito de sacudir o que bem lhe apetecesse para a varanda dos vizinhos. Vivo, portanto, com gente muito civilizada! Regulamento de Condomínio? Oi? Não deve saber o que é!
Ele é a vizinha de cima que teima em sacudir os tapetes, precisamente quando estamos a limpar a varanda! É que se a gente não visse, comia e calava, mas apanhamos sempre a mulher em flagrante! O marido já jurou que da próxima vez que ela o faça, deita a mão ao tapete e puxa-o!
A mesma vizinha, essa querida, logo pela madrugada calça o seu belo sapatinho de salto alto e passeia-se insistentemente pela casa. Eu gostava muito de concluir a minha noite de sono, mas vejo-me obrigada a saltar da cama, porque a mulher, não pára de circular pela casa, fazendo um chinfrim terrível.
Ele é a vizinha brasileira, não faço a mínima ideia em que andar mora, que insiste em falar ao telemóvel aos berros na varanda a altas horas da noite. Ela fala tão alto que eu consigo ouvir a conversinha toda!
E os putos que moram no mesmo andar que eu? Nem os ouço, nunca os ouvi! Se não os tivesse visto entrar nos respectivos apartamentos não faria a menor ideia que tinha crianças na vizinhança! Às crianças até perdoaria as diabruras. Mas vai-se a ver, tenho de me preocupar é com a gente adulta!
Arre! Lá se vai a minha beleza com tanta enervação!

